quinta-feira, agosto 16

Meu desabafo


Em um instante de solidão, me encostei sentada no chão da varanda, abraçando as pernas unidas, escondendo meu rosto entre as dobraduras do meu braço esquerdo. Afastei a face do braço por um segundo, as lágrimas escorreram. Chorei sozinha sem ser percebida. Não sei dizer ao certo o que passava na minha mente, mas era uma grande mistura de insegurança, impotência e incompreensão. Tanto desvelo, tanta incerteza de um futuro, tantos fatos percorridos em uma velocidade espantadora. Minha mente trabalha na velocidade da luz e quase não descansa.

Nesse dia meu companheiro estava em casa, mas de tão súbita que minha melancolia foi, ele nem sequer notou minha voz inebriada, já disfarçada por um banho quente e imediato. Não sei o que se passa. São tantas coisas ao mesmo tempo e tantas dúvidas. A ansiedade tem me consumido. Penso em escrever, começo um ensaio, discorro a cerca de algo. Mas esbarro no sempre presente fantasma da autocrítica exacerbada. Tento explicar o motivo de ser assim, taciturnamente disfarçada de um sorriso. Busco em meus pais algo que possa indicar minha descendência. Mas nada é plausível, nada se encaixa. Sinto que tenho mais em comum com as Clarices e as Virgínias desse mundo a fora do que com meus ancestrais. Nasci assim, com essa sensação de incompletude, tentando preencher esse espaço fazendo tudo na mesma hora. E quando penso que não, já criei um novo monstro, já me amarrei numa cama de gato difícil de sair.

Tenho sido sempre assim. Não é um problema com os outros, é um problema comigo mesma. Uma dificuldade enorme de aceitação, de acreditar em mim mesma. Por não confiar em mim, distraio minha atenção para qualquer coisa que me ponha longe do meu auto-julgamento. Onde moro, o que não faço, como o tempo voa, como me cobro por não conseguir uma mudança de hábitos, dos móveis da minha casa, nada disso passa pela cabeça de ninguém. O possível apartamento para alugar, uma quase impossível compra de imóvel, um carro que vai sair da oficina, o barulho dos vizinhos. O desemprego, a greve da universidade, minha falta de atividade, minha obrigações domésticas. Um furacão de problemas. Minha filha, meu companheiro, meus pais, minhas irmãs presentes virtualmente, meus irmãos distantes não sabem o que se passa. Sinto uma falta enorme da pessoa que mais me dá suporte, ausentada agora, mais que tudo, por motivos de trabalho. Nesse instante que redijo esse desabafo já não posso conter as lágrimas. E se um dia algo de trágico vir à tona, que tenho tentado evitar com todas as minhas forças, digo que minha capacidade de absorção se extinguiu. 

quinta-feira, julho 19

Val Paraíso


Val Paraíso é o nome que se dá a um lugar muito bonito no Chile, com praias belas e casarões luxuosos. Mas onde eu moro é diferente: um condomínio, em João Pessoa, com blocos que vão do A ao J, em que cada um deles tem quatro andares e vinte e dois apartamentos por andar. Sendo assim, 88 por prédio. Fazendo as contas, são 880 moradias. E se formos pensar que cada uma delas tenha, no mínimo três pessoas, são 2640 habitantes. As quais dividem uma área de lazer, com duas piscinas e uma quadra poliesportiva, nos fundos do condomínio.

A distância entre um bloco e outro é de, aproximadamente, 10 metros e todos os prédios foram feitos exatamente iguais. O apartamento onde eu moro, 303 do bloco E, fica em frente a outro idêntico a ele. Os do lado direito e esquerdo também são do mesmo jeito. Assim como os do prédio ao lado. Todos tem varadas voltadas de frente umas as outras nas laterais dos blocos. Dado isso, não há privacidade alguma, nem em sequer tomar um ar fresco sem ser fitada pelos olhos curiosos de um vizinho do prédio ao lado.

Durante o dia, as crianças correm nos corredores, brincam de pega, de esconde-esconde, de bola. A síndica sempre reclama, diz que no térreo há uma área de lazer infantil. O que é verdade, mas as mães não deixam os filhos descerem sozinhos. Então a diversão mais acessível é ali mesmo, com reclamação e tudo. E que se danem os vizinhos que querem estudar pra concursos, vestibulares, ou provas letivas. E já que eu não pude vencer o inimigo, resolvi me aliar a ele. Então deixo minha filha brincar no corredor também.

Só no silêncio da noite se tem paz! As crianças e os briguentos descansam. Fujo para a varanda, de onde tenho uma visão da rua quieta. Ao meu ver, quase todos dormem. Exceto um vizinho do terceiro andar do bloco ao lado, que assiste televisão. Da minha sacada eu vejo as luzes da tela refletindo nas paredes brancas. Também ouço duas pessoas conversando alto no mesmo prédio, um pouco mais afastadas. Agora passa um moço de bicicleta na rua deserta.

Nesse momento, chega à garagem um carro vermelho com o som tocando um brega em portunhol. O motorista desce e resolve cantar um pouco, acompanhando a música. A tranquilidade se foi, mas a mim isso não incomoda. Somente porque agora eu estou acordada. São quase duas da madrugada e “Sois nada mais do que uma mera ilusão” dizem os versos melancólicos e “A luz do cabaret já se apagou”. Agora um homem aparece na sacada do apartamento do primeiro andar ao lado. Não sei se incomodado, olha em direção ao barulho. “Ai, ai, ai, ai, amor. Eu sou o satélite e você o Sol”, toca outra música e o dono do carro, audivelmente embriagado, a cantar junto à música. Percebo que o homem da sacada ao lado está irritado e olha em direção à portaria do meu prédio. Devo acordar a síndica e reclamar? Não foi preciso, minutos depois o bêbado resolve se recolher, sem demais confusões.

Em alguns meses, se meus planos derem certo, irei me mudar. Mas não vou sair do Val Paraíso. Acho que me acostumei com os olhares curiosos e até mesmo eu já aderi a tal hábito de espiar. Não por mera curiosidade. Mas por reconhecimento da semelhança. De fato, mudam os números, mudam os blocos, mas o CEP é o mesmo. Somos todos iguais, as mesmas histórias. 

quarta-feira, maio 11

Quais momentos da minha vida eu devo usar para escrever se não escrevo autobiografias? Há tempos venho tentando criar algo, mas nada sai dos meus dedos. Nem um sopro sequer de vida fictícia. Há uma espécie de bloqueio que surge da falta de tempo sozinha a pensar e refletir comigo mesma sobre o que se passa ao meu redor. Ou será o medo de errar? Um dia publicarei as estórias que nunca ousei em escrever.
Drama por drama, a vida está aí. E o tempo passa e não perdoa. O pior é que sinto sono. Sinto a opressão, sinto um ambiente de clima pesado e minha paz a ser fustigada num dia nublado. Não há silêncio, o que ouço são vozes estridentes. É a vida tentando refutar a morte. É a necessidade de gritar: estou vivo!
Ao passo que existe um vasto mundo a ser percorrido pelo caminho do conhecimento, há fatores que me obrigam a permanecer em movimento migrando de centros em centros, buscando valores materiais para me auto afirmar em sociedade.
Há, de fato, a necessidade de uma decisão imediata pela minha sobrevivência. Me falta algo. Mas o que seria? “Coragem!”, diriam alguns. “Fé”, diriam outros. E eu diria que é a força de vontade que me elevará do chão. Tal motivação me fará pular os obstáculos. A quem espera por mim, nesse momento, só posso pedir paciência.

sexta-feira, abril 8

Onde está a segurança nas escolas?

A manhã do dia 7 de abril ficou marcada por uma tragédia. Um homem de 23 anos entra numa escola na zona oeste do Rio de Janeiro e dispara contra os alunos que ali estavam. Wellington Menezes de Oliveira matou dez meninas e um menino, entre 12 e 14 anos. Ele estava fortemente armado, com dois revolveres calibre 38, dois recarregadores e munição para matar muito mais do que pôde. Contudo isso, o assassino teve livre acesso alegando ser um ex-aluno, como prova mostrou uma carteirinha da escola.

A mídia explorou amplamente o massacre, se instalando em frente à Escola Tasso da Silveira no Realengo. Imagens de pais desesperados, sem saber se seus filhos estavam bem, foram divulgadas por todos os canais televisivos, jornais impressos e internet a fora. A tendência foi dizer que esse tipo de ataque é comum em países como Estados Unidos, onde a população é muito facilmente armada. Agora eu pergunto: e no Brasil é diferente? Com todas aquelas armas que vemos sendo encontradas em operações da polícia nas favelas. O último exemplo foi no complexo do Alemão, onde foram encontrados armamentos de guerra: fuzis, granadas e até bazucas. De onde vêm essas armas? Quem deixa isso acontecer? Isso nunca vai acabar? Essas são perguntas que não me saem da cabeça. E, infelizmente, elas não terão resposta, pois os governantes brasileiros nada mais fazem do que empurrar a poeira para debaixo do tapete.

Senhor Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, é muito fácil prestar condolências às famílias vitimadas. Muito mais fácil é chamar de herói o policial que baleou o assassino, fazendo o seu trabalho. E o senhor? Quando vai fazer o seu? As crianças não estão bem e precisam de segurança. Detectores de metais nas entradas das escolas preveniriam acontecimentos lastimáveis como esse. E quanto às famílias, prepare um bom orçamento, governador, pois sua falta de segurança tirou a vida de onze filhos. E o valor de um filho é inestimável.

quarta-feira, novembro 10

Para você

Fui cruel sem perceber
Confessei minhas paixões
Que me moviam a ilusões
Assim te fiz entristecer

Tinha vontade de te abraçar
E prazer em estar contigo
Com mãos dadas a caminhar
Mas eras apenas meu amigo

O que podia lhe dizer
Se eu sentia por você
Algo que eu não compreendia?

Fui percebendo no dia-a-dia
Que algo novo eu sentia
Só faltava você saber.

Oco

Aguarda sem resposta
Na esperança longínqua
De correspondência
Do que não existe

Uma voz distante
Espera na linha:
- Há alguém aí?
O retorno é o silêncio

Ilusão e perda de tempo
Medo repentino e...
Certeiro


Impulsão desmedida
Frivolidade assaz e
Desejo dissimulado

A mentira é vista
Não nos olhos, mas
Na atitude sagaz

1, 2, 3... respira!
E assim passam-se os segundos,
Vão-se as horas e, por fim, os dias,
Nada novo, nada de novo
Além de tudo,
Áspera e rude solidão.

segunda-feira, novembro 8

Cheiro de aconchego

Tu tens cheiro de aconchego
Com esse teu abraço apertado
Gosto de tocar, quando chego
Nesse teu cabelo encaracolado

Teu olhar tão compenetrado
A decorar as minhas curvas
Do meu rosto, cada um lado
Às tuas lembranças turvas

Gostei de te abraçar forte
E me grudar no teu cangote
Sentindo a tua respiração

De ouvir palpitar o coração
Em cada minha aproximação
E me entregar a toda sorte

domingo, novembro 7

Um coração

Eu sou um coração partido que não quer mais tentar. Eu tenho um coração jogado na sarjeta e que é sujo, não só porque sentiu a ilusão de amar. Mas não quer sofrer, não quer acreditar, nem se entregar. Esse coração muitas vezes chora com a solidão, mas não quer se desfazer do dom de ver o que é real. Ele se vê num domingo a noite sem vontade de viver. Não há esperança, não há futuro. Tudo o que há é isto que resta. E tem sido assim a anos. Não há dedicação, não há construção. Tudo passa apenas como um dia após o outro. Ele não procura achar culpados para essa realidade. Pois sabe bem quem tem a culpa. Foi ele mesmo quem se recusou a pensar. Não quis ser prático, deixou a emoção falar mais alto. Agora chora calado e não quer saber de novidade. Essa dor que sente já lhe basta. É triste pensar que vai ser sempre assim. Mas nada nessa vida é tão certo. Um dia, quem sabe, esse coração se desamarra. E abre os olhos outra vez, dá um novo mergulho rasante para perceber, tarde de mais, que nessa fonte não há mais água e que o amor secou.

quinta-feira, novembro 4

A tua ausência

A tua ausência
Diminui as passadas dos ponteiros do meu relógio.
A tua ausência
Acelera as batidas do meu coração impaciente.
A tua ausência
Aumenta a minha ansiedade em te ver.
A tua ausência
Me dá fome, seca a minha boca, me empalidece.
Estremece meus olhos, encurta o meu sono, me acorda de madrugada
Depois de um sonho em preto e branco.

Já não me encontro aqui,
Estou me perdendo, sumindo de mim.
Não há mais minha presença
Trancam-se as portas e as janelas
Tudo o que há é escuro.
Murcham as flores, caem às folhas, se esconde o sol.
É dia nublado e o frio se encontra na tua ausência.

A tua ausência
Faz tudo crescer lentamente
Meus cabelos, minhas unhas
A tua ausência
Transforma meu humor em chocolate amargo
Me faz contar estórias absurdas
Me faz confidenciar fatos inapropriados
Me faz perder mais um pouco da razão que me sobra

A tua ausência
Me faz acordar cantando e dormir sorrindo
Quando sei que no dia seguinte verei teu olhar.
Me torna personagem de mim mesma
Escrevendo dia pós dia esse drama
De presenciar inevitavelmente a tua ausência.


** Parafraseando "A tua presença morena" de Caetano Veloso.
http://www.youtube.com/watch?v=QQq7SRnEwOw

quarta-feira, novembro 3

De coração

Enquanto ele a abraçava, sussurrando poemas e declarações de seus desejos, ela não esboçava reação alguma. Concentrava-se em quem estava ao seu lado direito. Ela mal prestava atenção no que falava o rapaz. A sua maior preocupação era simular uma expressão de desinteresse. Mas não ousaria em falar isso ao seu amigo, que por não ter sido interrompido, achou que ela lhe dava chance. Mas não, ela não queria que o outro, seu maior amor platônico, os visse juntos. A moça não fazia menor idéia se seria correspondida, mas a esperança da dúvida a fazia agir com uma frieza quase esquizofrênica, ao que não se tratava daquele outro moço.
Porém, depois daquela noite, as coisas começaram a mudar. Ela foi percebendo que sentia um carinho especial por seu amigo. Gostava de estar na presença dele, adorava fantasiar ser sua musa inspiradora. E tudo não passava de vaidade, de narcisismo. A moça queria ter seu ego inflado. E o rapaz sabia bem disso, então não a poupava de elogios. Fazia questão de exaltar as qualidades da moça para os seus amigos. E ela, por mais que gostasse do elogio, nunca chegou a acreditar nele. Mas mantinha um sentimento indeciso.
Algo a impedia de amá-lo. Talvez fosse a convenção que ela criara sobre tipos físicos. O tipo dele não a atraía, mas ela estava prestes a confessar que um sentimento estava nascendo. Outro obstáculo tolo era o fator da idade, por ser mais velha que ele três anos. Ela tinha um certo preconceito contra rapazes mais jovens. Apesar disso, esse conceito estava sendo quebrado pela observação da personalidade do rapaz. Parecia ser muito mais maduro do que sua real idade. Algo que ela se recordava era da sua surpresa ao saber ter ele vinte anos. Ela imaginava que ele diria "vinte e cinco" com sua voz bonita e encorpada, uma voz grossa. Ela também pensou isso por causa do rosto dele, já barbado. Por seu jeito de quem não era mais um menino, um jeito de quem carregava nas costas uma vasta experiência da vida. Além disso, o rapaz era um poeta de muito talento.
Essa admiração não queria mais se calar. Mas depois de tantas recusas, a moça já não sabia como falar. Então encontrou uma maneira, a qual tinha certeza dele se agradar. Ela se abriria em forma de prosa, já que este sempre foi o seu jeito predileto de se confessar. E assim se completa a mais pura verdade, que somente por uma tola vaidade não foi expressa antes de coração. Agora já não há mais porque camuflar a emoção que sente ao encontrar com aquele rapaz.

terça-feira, novembro 2

Minha luz

Um dia, quando tudo era vazio, eu vi uma estrela cruzar o céu. Fiz um pedido, queria mais amor na minha vida. A estrela atendeu o meu pedido e uma sementinha começou a germinar no meu ventre. Era uma menina feita de luz que viria para me fazer companhia e alegrar os meus dias. Logo mais, fiquei sabendo, o seu nome era Sofia. Desde então, voltei meu olhar para essa criança e nunca mais chorei na solidão. Pois ela veio e trouxe esperança para o meu coração.

Amo você, minha filha!

Meu mapa astral

Natal

Sol em Touro (Este é o seu Signo de nascimento)
Ela é uma pessoa firme e orgulhosa. Tem um espírito muito realista. Possui encanto, é tolerante, estóica, extremamente persistente. Gosta dos prazeres da vida, gosta das boas coisas. Aprecia as artes.
Pontos fracos: Teimosia, indolência. Dedica-se demasiado às coisas materiais, é exclusivista, gulosa e orgulhosa.

Sol na 3ªcasa
Ela teve uma boa educação e uma sólida instrução. Êxito social. Tendência para se afirmar entre os próximos, tendo uma forte influência sobre eles, deseja a notoriedade. Importância da parentela no desenvolvimento da personalidade.
Necessidade de comunicação. Talento para escrever.

445 CON Sol - Mercúrio
Aspecto positivo: Ela é inteligente e sabe o que quer. É uma boma organizadora. Gosta do movimento, das viagens. Aprecia a literatura.

-156 OPO Sol - Plutão
Aspecto negativo: Aborrecimentos e reveses da fortuna. É uma pessoa presunçosa.

Lua em Caranguejo
Ela é simpática, compreensiva e sociável. Muito sensível ao ambiente e a tudo o que tem à volta. Gosta da sua casa, dos seus hábitos, do seu conforto e da sua família. Tem tendência para ter uma família numerosa.
Tem imaginação, memória, lirismo. Tendência para o passado, grande ligação com a mãe ou tendência para a vida nómada.
Pontos fracos: Suporta os que lhe estão próximos, ociosidade, inércia. É impressionável e muito sensível. Problemas familiares.

Lua na 5ªcasa
Ela gosta dos prazeres e de todas as distracções. Sociabilidade: ligações amorosas fáceis e numerosas. Talento para actividades com crianças, gosta delas e terá vários filhos. É uma autodidacta.

Mercúrio em Touro
É fiel às suas ideias, inalterável, teimosa, persistente, mas muito discreta. Falta-lhe flexibilidade, mas em contrapartida tem profundidade nas ideias. Ideias concretas e sólidas.
Gosta de todos os prazeres que a vida lhe pode dar. Por vezes, é bastante ingénua.
Pontos fracos: Teimosa, obstinada, espírito limitado. Inteligência lenta a reagir.

Mercúrio na 2ªcasa
A sua inteligência está concentrada sobre a maneira de obter dinheiro, de fazer fortuna. Todos os meios são bons, por vezes, está quase nos limites da desonestidade. Tem tendência para fraudes. Sentido das transacções e operações comerciais.
Perigo de dispersão e instabilidade financeira.

81 TRI Mercúrio - Neptuno
Aspecto positivo: Ela tem tendência para escrever tudo o que a sua imaginação e a sua intuição lhe ditam.

-242 OPO Mercúrio - Plutão
Aspecto negativo: É impaciente. Tem espírito de contradição. Irrita-se facilmente e os debates com ela são sempre barulhentos e animados.

143 SXT Mercúrio - Ascendente
Aspecto positivo: Ela é inteligente, perspicaz e de reflexão rápida. Preocupa-se com as pessoas que lhe estão próximas. Gosta de trocar ideias com os seus amigos, mas também com desconhecidos.
Tem um espírito muito aberto o que a torna muito receptiva aos outros.

Vénus em Carneiro
Predisposição para o amor à primeira vista. Facilmente inflamável: gosto pela conquista amorosa. Paixões breves, entusiasmo amoroso.
Impulsividade na amizade e por causas que podem não ser justificadas ou que se revelarão não ser aquilo que ao princípio pareciam ser. Embriaguez no amor, chama de fogo: gasta sem contar.
Pontos fracos: Infidelidade, amor à primeira vista, apaixona-se rapidamente e inconsequentemente.

Vénus na 2ªcasa
Há uma ligação afectiva entre a sua vida e o dinheiro. Será ajudada pelos seus amigos ou por uma pessoa com quem tem ligações sentimentais. Tem tendência para se aproveitar das suas relações para subir na vida profissional.
As suas actividades têm a ver com a beleza, a estética, os adornos. Cuidado com as grandes despesas.

303 CON Vénus - Júpiter
Aspecto positivo: Ela é uma pessoa cordial, generosa e tem um bom carácter. Gosta do bem estar, do conforto, da vida sem problemas. Tem relações harmoniosas com as pessoas que lhe estão próximas.
É de contacto fácil. Mas também se apaixona facilmente. Será feliz no casamento e na vida profissional.

Marte em Gémeos
Ela fala muito, tem sempre a réplica pronta, gosta de discursar, de contestar, da polémica e da crítica (advocacia). Energia móvel e adaptável. Capaz de fazer frente simultaneamente em vários lados.
Pontos fracos: É tagarela, joga conversa fora. Há o perigo de dispersão das forças dessa maneira. As suas palavras são severas e agressivas.

Marte na 4ªcasa
As suas decisões são rápidas. Tomará muitas iniciativas e desejará elevar-se na escala social. Terá êxito através de um trabalho afincado. Problemas no seio da sua família em parte por causa da sua agressividade.

42 SXT Marte - Júpiter
Aspecto positivo: Ela tem um grande sentido da organização. É uma pessoa alegre, franca, sincera, cheia de dinamismo e que terá uma actividade excessiva. Gosta da vida e vive-a intensamente. Gosta do desporto e do campo.
A sua vida profissional e sentimental será um grande sucesso. Geralmente, tem vários filhos.

-170 OPO Marte - Saturno
Aspecto negativo: Ela apenas se interessa por uma actividade se esta apresentar dificuldades. Quando as vencer, recomeçará outra actividade que também tenha dificuldades. Gosta de ultrapassar obstáculos. É uma pessoa dura, pouco sentimental.
Nos seus negócios nunca tem lugar para os sentimentos. É uma pessoa egoísta, violenta e teimosa. Nem sempre faz amigos.

Júpiter em Carneiro
Ela é uma pessoa aberta, leal, franca e honesta. Tem bastante ambição, tem bom carácter e gosta muito de se divertir.
Pontos fracos: Ela está muitas vezes de mau humor. Irritação, desacordo, arrebatamento.

Júpiter na 2ªcasa
Boa situação financeira, facilidades de crédito, aumento do património. Ganha bem, sem grande esforço. Gozará os seus bens.

Saturno em Sagitário
Ela tem a sua maneira muito própria de analisar qualquer assunto. Tem as suas próprias ideias sobre as coisas. Respeita a sociedade e deixa-se guiar pelas regras sociais.
Pontos fracos: Austeridade, inclemência, rigor, insensibilidade, e por vezes falta de humanidade. Espírito limitado e tacanho.

Saturno na 10ªcasa
A sua educação é rígida e severa. A sua vida profissional passa por cima de tudo. É uma pessoa séria, metódica, perseverante. Progressão profissional lenta e segura. Posto de responsabilidade. Perigo de queda, em caso de ascensão rápida.

111 CON Saturno - Urano
Aspecto positivo: Ela sabe portar-se à altura de qualquer situação. É uma pessoa perseverante, decidida, bastante engenhosa e original. Tem um grande sentido prático de tudo. Os seus progressos serão lentos, mas seguros. Atingirá os seus objectivos.

Urano em Sagitário
Ela é tímida e delicada, mas também é orgulhosa, corajosa e viva.

Urano na 10ªcasa
Ela deve procurar ter uma profissão independente, sem rotina alguma, que satisfaça a sua necessidade de movimento, de viajar e que, sobretudo, lhe traga alguns riscos. É uma pessoa excêntrica. Viragens grandes e espectaculares do destino.

Neptuno em Capricórnio
Ela tem discernimento. É prudente e calma.

Neptuno na 10ªcasa
Ela tem grandes ambições que a obcecam. Porá sempre em causa o trabalho efectuado, tem medo da imperfeição. Carreira invulgar, dependente de movimentações colectivas. Perigo de escândalo.

79 SXT Neptuno - Plutão
Aspecto positivo: Gosto pelo extraordinário e pelo esquisito.

Plutão em Escorpião
Grande actividade sexual.

Ascendente em Peixes
Ela procurará o amor, não será um qualquer, será um amor puro, perfeito. A procura arrisca-se a ser longa.

Casa II em Carneiro
Sucesso financeiro graças à sua energia e ao seu espírito empreendedor. Terá tendência para ser uma pessoa gastadora. Grande ambição.

Casa III em Touro
É o tipo de pessoa que adora estar em casa. Poucas viagens, não toma iniciativas bruscas e irreflectidas. Tudo é calculado: devagar e com prudência, tal é o seu lema.

Casa IV em Gémeos
É-lhe impossível ficar muito tempo no mesmo sítio. Mudanças frequentes de domicílio. Se a sua profissão fôr monótona, mudará rapidamente para outra coisa.
A profissão ideal seria aquela que ofereceria muita mudança, movimento e, ocasionalmente, novos encontros. A sua vida sentimental será igualmente muito movimentada.

Casa V em Caranguejo
Apaixonar-se-á muitas vezes até ao dia em que encontrará a sua alma gémea. Aí, acabam-se os namoricos e só tem uma ideia na cabeça: fundar uma família, se possível numerosa.

Casa VI em Leão
Espírito mandão e autoritário no trabalho.
Pontos sensíveis: o coração e as artérias.

Casa VII em Virgem
Um casamento mais de conveniência do que de amor. Será no etanto uma união que durará, embora com alguns problemas. A pessoa com quem se casar será honesta, trabalhadora, inteligente e esperta.

Casa VIII em Balança
Velhice feliz. Morte Natural.

Casa IX em Escorpião
Gosta de longas viagens, sobretudo marítimas. Possibilidade de participar em regatas. Gosta de desportos arriscados.

Casa X em Sagitário
Sentir-se-á atraída por uma profissão que lhe permita viajar, sobretudo ao estrangeiro e com alguns riscos, se possível. Terá uma profissão liberal.

Casa XI em Capricórnio
Amizades duradouras, com pessoas sensatas, sábias que já têm uma grande experiência da vida. Procura aprender com elas.

Casa XII em Aquário
Os amigos podem trazer-lhe bastantes aborrecimentos.

domingo, outubro 31

"Eu não gosto desse cigarro"

Um desejo negado de um beijo quase roubado que fez, entre a fumaça e a saliva, ela fugir mais uma vez. Ainda não estava pronta e talvez nem quisesse quebrar o encanto daquela inspiração. Tem coisas que são muito mais bonitas na nossa imaginação. Ela se deixava observar, gostava de ser idealizada. Isso gerava bons frutos. Não queria quebrar aquele fascínio. Mas era notável o mal que aquilo fazia ao rapaz que tanto a queria. Ele com os olhos a comia. Por vezes, ele tentava se aproximar com um toque. Mas ela sempre o repelia. Ela também duvidava se podia depositar nele alguma confiança. Seria paixão ardente movida pela carne ou um amor pueril?
O poeta nunca dizia em suas canções de amor e amigo, se era um amor declarado e entregue ou uma atração cega.
E sou eu a musa que foge e não quer deixar o brilho no olhar de uma paixão platônica pela idealização do outro. É desse jeito, fugido, que quebro as matrizes desse coração partido que agora, sozinho, procura por abrigo. E eu me pergunto: "Por que o vazio?!" É como uma dor na alma que vai e volta e me tira a calma. Talvez seja a falta de um sentimento verdadeiro. De alguém que venha preencher essa lacuna criada entre os anos.
E veja, não há como ser mais controversa. Essa moça numa hora rejeita uma paixão e, em outra, experimenta a solidão de nunca se atrair por quem lhe fez declaração. Ela deve gostar de sofrer, já que não se cansa de viver por um único pensamento de sempre buscar um ideal de sentimento.

domingo, outubro 10

Reencontro




Ela olhava para trás e sabia que tinha deixado algo no caminho. Ela tinha um sentimento adormecido, que foi calado por escolhas insensatas. Não sabia se arrependimento seria a palavra certa, pois essa escolha a trouxe experiências únicas, como ter uma filha. Mas uma certeza ela tinha, que foi cruel com os sentimentos de uma pessoa que hoje fazia falta. Ela nunca esqueceu que optou por um caminho de forma abrupta e insensível e em certos momentos ela imaginava como seria a sua vida, o que teria acontecido se ela tivesse permanecido naquela mesma direção.
Dizem que as melhores coisas sempre nos surgem quando estamos distraídos. E foi assim que aconteceu. Quando ela já tinha desistido de preencher aquela lacuna, ele apareceu e disse “Oi”. Ali mesmo, no lugar mais improvável, ele surgiu. O nervosismo dela e a palpitação no coração foram inevitáveis. Será que ele tinha percebido? O problema agora é que ela não sabia mais nada sobre ele. O tempo passou tão rápido, muitas coisas aconteceram e o que ligava os dois agora já não significava muito. “Ah Quanto tempo?” Foram seis anos. Mais pareceu uma eternidade. E agora ela se pergunta se essa nova aparição tem algum propósito na sua vida. Será que o destino veio cobrar a parte daquele rapaz na sua vida? Isso era tudo o que ela mais queria.
Um rapaz tão doce, carinhoso e sensível. Era assim que ela o via. Mas o jeito ríspido dela o assustava e o deixava inseguro. Foi essa insegurança que o impediu de tomar partido de suas reais intenções. E como a vida muitas vezes nos prega peças, um outro rapaz se apresentou e o cupido fez questão de lançar sua flecha e atingir em cheio o coração dela. Foi justamente esse o momento da escolha que guiou todo o trajeto da vida dela. E os anos foram passando, a moça se via totalmente apaixonada por seu novo amor. O relacionamento dos dois era difícil, envolvia muito ciúmes da parte dela. E o namorado queria ter toda liberdade do mundo, então os dois se separaram. Mas pouco tempo depois o sentimento dela fez os dois se reaproximarem. O resultado da nova união foi uma gravidez inesperada, que determinou definitivamente um espaço entre o passado e o futuro da vida dela. Os dois viveram juntos por alguns anos, mas a incompatibilidade de temperamentos os separou de vez. Agora a criança já tinha quase 1 ano e sua mãe se via quase livre outra vez.
Depois disso tudo o que maltrata o coração dela é lembrar daquela mudança repentina. Ela poderia ter sido menos cruel, até mesmo com seu próprio coração. E até hoje ela não se conforma com essa atitude e sabe que isso causou um distanciamento entre ela e aquele rapaz que dificilmente seria estreitado.
Os dias foram passando, novas pessoas foram surgindo na vida de ambos e o passado foi sendo esquecido. Mas uma sensação que nunca saía da mente dela era que algo tinha ficado inacabado.
Hoje ela não tem certeza, mas acha que o reencontro tem algum significado. Os dois não param de se comunicar e esses laços vão estreitar, se depender da vontade dela. Pois a vida é um ciclo, tudo o que acontece tem seu tempo e se ficou mal resolvido, com certeza, retornará.

domingo, setembro 5

Augusto dos Anjos em poemas e película

O poeta paraibano Augusto dos Anjos, que era mestre em retratar a condição efêmera da vida, deixou como herança para a humanidade poemas belíssimos que fazem qualquer otimista cair no mais cru realismo. Por conhecer profundamente a anatomia humana e usar nos seus textos termos da medicina, ele tornava o que escrevia mais real, da centelha que clareia a existência ao triz que a separa da morte. A sua visão sombria não vem apenas com o motivo de chocar, mas com a intenção de convencer quem o ler, por meio de palavras "sujas", da ínfima e transitória condição de existir.

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.


Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.


Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!


Em “Psicologia de um vencido” o uso de antagonismos reforça a ideia de que escuridão e claridade se completam e onde há vida há morte.

Transubstancial, curta metragem dirigido pelo cineasta paraibano Torquato Joel em 2003, mostra da forma mais fiel o mundo imagético do poeta conterrâneo. Efeitos de sobreposição de cenas, faíscas de luz, uso de silhuetas fazem parte da composição do filme. A fidelidade da película aos textos do poeta está até mesmo na inquietação causada pelo impacto da sua temática.



A reconstituição cinematográfica do universo idealizado nos poemas dá a impressão de que as obras trabalham em conjunto, uma como a perfeita ilustação da outra.

sábado, setembro 4

Isso sim é cinema verdade





Desde o surgimento do documentário em 1922, com o Nanook do Norte de Robert J. Faherty, criou-se uma discussão sobre a proposta de documentar os acontecimentos de uma forma real ou de uma forma atuada. Nesse filme é mostrado o cotidiano de uma família de Inuit, povo indígena que habita a região do Alaska. O documentário foi bastante criticado, pois tinha como intuito mostrar fatos reais, mas alguns takes foram encenados, como a cena da pescaria.
Algumas décadas depois, na França, surgiu um filme que reapresentou a proposta de mostrar a realidade, através de entrevistas casuais de moradores de Paris. Era "Crônica de um verão" de Jean Rouch e Edgar Morin. Os dois cineastas criaram a vertente de documentário Cinema direto, que captava imagem e som simultaneamente sem uma mixagem posterior. Com o advento da fabricação de câmeras menores, que sincronizavam o som direto e que eram de melhor manuseio, passou a existir uma maior mobilidade para o deslocamento e filmagens do cotidiano. Ao final, o próprio documentário de Rouch e Morin suscita o questionamento de se as pessoas entrevistadas estavam sendo sinceras ou se em algum momento exageraram em frente as câmeras.
Essa vertente foi bastante bem vinda pelos estudantes de cinema e comunicação. Inclusive, aqui na Paraíba houve um grupo que participou de um atelier de Cinema direto promovido pela Kodak e pelo próprio Jean Rouch. Alguns alunos de Comunicação Social da UFPB, munidos com as recém lançadas câmeras super-oito, viajaram para França para aprenderem as técnicas de documentação. Entre eles estavam João de Lima e Bertrand Lira, que hoje são cineastas e professores de Comunicação.
Grandes cineastas foram despontando para o cinema direto. Um deles foi o ex-jornalista do Globo Reporter, Eduardo Coutinho, que imprimia em suas reportagens toda a narrativa de documentário. Entre seus filmes estão "Cabra marcado pra morrer", "Peões" e "Edifício Master".
Em 2009, Coutinho dirigiu "Jogo de Cena" que é uma espécie de entrevista, na qual mulheres de idades variadas contam suas estórias. O ponto que difere esse dos outros documentários influenciados pelo cinema direto, também chamado de cinema verdade, é a provocação da mistura de documentário com ficção. A participação de atrizes famosas (Marilha Pêra, Fernanda Torres e Andréa Beltrão), também contando estórias, gera a inquietação de se saber se o que estava sendo falado era verídico ou atuação. Ao passo que duas mulheres, sendo uma atriz e outra não, passam a relatar o mesmo fato a ideia do que é real vai se formando. No final de cada entrevista com as atrizes, Coutinho tem uma conversa indagando a sensação de interpretar um papel real frente a frente com o diretor do filme. Nesse ponto, a característica de documentário sem ficção volta. Aí está a genialidade de "Jogo de Cena", retomar o questionamento, na sua própria narrativa, sobre a veracidade do que se narra.

terça-feira, agosto 31

A importância da água

O filósofo Tales considerava a água como sendo a substância fundamental para toda a vida no universo. Para ele a água era responsável pela circulação do mundo, pela sua movimentação. Pode-se tomar essa hipótese para analisar a água como um fator de ligação entre povos, estabelecendo entre eles a comunicação. Era através da água que se realizavam as grandes navegações, verdadeiros intercâmbios da idade média.
Porém, a uns tempos, a ideia da importância da água tornou-se abstrata. Com o avanço das tecnologias e da mídia, acompanhado pelo aumento do consumismo, a água passa a ser um mero detalhe funcional para a maioria das pessoas. A conscientização só veio depois que pesquisadores alertaram a população mundial para a eminência da futura escassez de água potável, caso os hábitos de desperdício continuassem. Foi quando a publicidade veio com o intuito de preservar esse recurso natural limitado. Na primeira imagem é mostrada uma campanha para a conscientização e preservação da água. Nela a figura de uma criança mergulhando tranqüila dá a sensação de paz e segurança transmitida pela água.



Apesar de sua fundamental importância para o ser humano, há meios criados pelo próprio homem onde a presença da água pode parecer obsoleta. O ciberespaço é um ambiente que não precisa da presença do homem para funcionar. Trata-se do meio de comunicação entre as máquinas. Sendo a água uma substância fundamental apenas para organismos vivos, ela não se encaixaria no âmbito das máquinas. Porém, há um detalhe de extrema importância para o funcionamento no ciberespaço. É a energia elétrica que é gerada, em sua grande maioria, pela força da água nas hidrelétricas. Esse passa a ser o ponto mais concreto que liga a água ao ciberespaço. Mas há, ainda, uma analogia que une os conceitos de Tales sobre a movimentação de informações promovida pela água à comunicação via redes entre os computadores. Metaforicamente, a internet cumpre o mesmo papel no ciberespaço que a água cumpria nas antigas navegações, sendo o canal por onde se transmitiam as informações. Na representação do ciberespaço, na segunda imagem, percebe-se a ligação da energia elétrica vinda da força da água servindo como fonte de alimentação para o funcionamento das máquinas que estão interligadas pela rede.



De fato, a água é a substância de maior importância para a vida dos organismos. É notório que à medida que alguém vai envelhecendo, vai perdendo água gradativamente. Isso indica a vital necessidade de hidratação dos seres vivos. No entanto, com os hábitos dispendiosos da comunidade mundial a durabilidade das fontes de água potável está sendo prejudicada.




Em contrapartida, a água também tem seu lado destruidor. Desastres ecológicos como tsunamis são causados por fatores como deslocamentos de placas tectônicas que geram terremotos e maremotos. Acontecimentos desse tipo são explorados pela mídia como grande catástrofes da força da natureza. A água antes vista como fundamental para a vida agora é apresentada como desastre natural. Ela aparece como um fator de vida ou morte. Sua ausência causa a morte, assim como sua presença excessiva também mata. A terceira imagem ilustra bem esse paradoxo com a expressão de desespero da garota que tenta se proteger da água segurando-se na copa de um coqueiro. Em dissonância com a primeira imagem, onde a água expressa segurança, nesta ela indica risco de morte. Comprovando que nem mesmo algo de tamanha importância para a vida pode ser apresentado em excesso.

Stephany Eloy Araújo, 31/08/2010


>>> Trabalho de Filosofia

sábado, agosto 28

Acabei de compor uma música de ninar pra minha filha. Depois de todo o choro, ela se acalmou.

Eu vou cantar uma canção para Sofia
Uma canção que vai fazer raiar o dia
Que vai falar de todo meu coração
Quem sabe assim com essa bela canção
Vou espantar toda essa dor
E vou falar pro meu amor
Que vai nascer uma linda flor
No coração de quem cantar
Essa canção


Stephany Eloy

sexta-feira, agosto 27

Premonição Feelings

Não foi comentado aqui, mas eu me inscrevi em um concurso do SESC na categoria fotografia. É a II Bienal de pequenos formatos do SESC/PB. Isso foi a duas semanas e eu estava muito ansiosa pra ver se fui selecionada ou não.
Hoje aconteceu uma coisa bastante interessante. É que ontem eu teria aula de Leitura e Análise crítica de Textos no DEMID, com o professor Marcos Nicolau, que por alguma razão não compareceu mas mandou o seu filho prodígio para substituí-lo. O rapaz é Vitor Nicolau e é, realmente, um exemplo para quem quer trabalhar na área da Comunicação e Publicidade por todas as razões que ele mesmo explanou ontem em sala. Entre elas, ter se formado em duas faculdades ao mesmo tempo, junto com um estágio e uma bolsa de estudos, aos 21 anos e já ter feito mestrado e ser professor de faculdade aos 23 anos. O fato é que ele falou uma coisa que me fez refletir e tomar uma atitude em algo q eu já havia pensado desde a criação desse blog. É escrever periodicamente como um exercício prático do que eu quero fazer futuramente. Outra coisa que ele falou foi sobre pesquisar no Google o próprio nome para ver quais resultados apareceriam. Hoje em dia com tantas redes sociais é quase impossível alguém que use a internet diariamente não ter ao menos uma citação na rede.
Então hoje eu acordei pensando esse ultima ideia e fui ver o que aparecia na pesquisa do meu nome. Foi quando, no último link, depois de todos os perfis de facebook a twitter eu vi "Artistas selecionados para o concurso Pequenos formatos do SESC/PB". Eu fui selecionada com dois trabalhos e vou aguardar pelo resultado no dia da abertura da exposição. Esse já foi um grande passo. Agora é só contar com a sorte e fazer figuinha.
O curioso é que hoje à noite eu sonhei que meu colega da universidade, Giuliano Golzio que é filho do meu antigo professor de fotografia, me falava que eu tinha ficado classificada no concurso em segundo lugar. Ele não tem muita relação com o concurso, mas sonho é assim mesmo, tudo misturado. Eu vi isso como um tipo de premonição, pois logo que acordei e olhei no Google fiquei sabendo da seleção. E essa notícia me deu um estímulo a mais para continuar produzindo e acreditando no meu trabalho. Agora vou torcer para ficar classificada. O resultado sai dia 26 de setembro.

terça-feira, agosto 3

Parte I

Eu posso dizer que esse é o exato momento em que eu decido escrever um livro. A idéia já vinha na mente a alguns anos, mas nunca foi posta em prática. A impressão de incapacidade e de superficialidade não me deixava levar essa vontade a diante. Mas chega uma hora em que o grito precisa sair da garganta depois de ser evitado por tantos suspiros. É nesse instante que não se pode mais calar a alma que a palavra sincera se desloca boca a fora depois de muitos consentimentos.

Sempre fui vítima das ocasiões, deixava a correnteza do rio me levar e poucas vezes tentei relutar contra ela. Havia algo que me impedia de agir, alguma força oculta que eu nunca descobri do que se tratava. O fato é que eu não compactuava com a mera necessidade instintiva de perpetuação da espécie que observava no comportamento da maioria das pessoas que eu conhecia. Em especial uma pessoa, o homem com quem eu estava me envolvendo. Mas felizmente, ao decorrer da minha vida eu aprendi a desconfiar da veracidade dos principais pilares que erguem e estruturam a sociedade em que o ser humano se habituou a fazer parte. Um desses pilares chama-se amor. Observei por experiência própria e por estudos que esse sentimento forjado, que proporciona bem-estar momentâneo às pessoas tornou-as escravas de suas próprias ações e expectativas. Essa é uma das engrenagens do sistema econômico, movido pelo superfaturamento e pelo lucro, chamado capitalismo. As pessoas não são vistas como indivíduos, mas como um aglomerado que quer ter seus anseios, tais como o amor, satisfeitos. É aí que ele entra como finalidade para uma vida feliz e a partir desse ponto são criados produtos que deverão envolver um determinado público visando suprir a carência desenvolvida pela ideia de amor.

O fato é que eu estava me relacionando com um rapaz, que logo no nosso primeiro encontro havia falado em casamento. Eu não concordei, mas fingi aceitar para não quebrar o clima. Mesmo assim sempre o alertava para a necessidade de planejamento que tal decisão requeria. Com o passar dos dias a disparidade de temperamento e concepções foi afastando-nos. O que antes fora uma paixão movida por atração física, agora já não significava mais nada pra mim. Foi então que eu coloquei um ponto final na situação e terminei o namoro. Por sabedoria, eu resisti aos desejos da libido e não entreguei o que eu sempre suspeitei que fosse o que ele mais almejava. Raridade nos tempos de hoje, nós ficamos juntos por 2 meses apenas com beijos e abraços.
Acontece que, para o azar dele, eu já havia despertado para o mundo a alguns anos quando tive a ilusão que mais se aproximou do tão idealizado amor. E foi justamente nessa primeira ocasião que eu passei a enxergar o quão falso era aquele protótipo de sentimento movido a interesses meramente físicos.